O meu Blog

O Blog "Verba Volant, Scripta Manent" foi criado no âmbito de um exercício académico (Humanística Digital). Desde então, e por forma a dar alguma continuidade à experiência iniciada na blogosfera, mantém o objectivo de partilhar alguns textos pessoais (sob o habitual pseudónimo Troyka Manuel), bem como outros materiais literários de interesse pessoal.

Todos os comentários, sugestões ou críticas serão sempre bem-vindos!

Porque as palavras faladas voam... e a palavra poética, tantas vezes, fala por si... e permanece... sempre!

sábado, 23 de novembro de 2013

[só conseguia amar-te se falasse de mim] Al Berto

só conseguia amar-te se falasse de mim
sem cessar

hoje vivo quase sempre sozinho
paciência
os momentos de infelicidade estão esquecidos

uma pétala de luz percorre as linhas da mão
o rosto é aquele que sonhei
e não o que a noite dos espelhos tenta dar-me

eis o retrato de meu único amigo
a quem tudo revelo
o que me cresceu no coração


Al Berto

in Uma existência de papel

4 comentários:

  1. Ao belo, mas duro poema de Al Berto, contraponho o da esperança de Mia Couto.
    Começo a chorar
    do que não finjo
    porque me enamorei
    de caminhos
    por onde não fui
    e regressei
    sem ter nunca partido
    para o norte aceso
    no arremesso da esperança
    (Mia Couto)

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  2. Muito obrigada. Gosto muito da poesia de Al Berto. Pode ser dura sim mas, é muito bela. Aqui fica uma pequenina repleta de muito sumo.

    E ao anoitecer

    e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
    deixas viver sobre a pele uma criança de lume
    e na fria lava da noite ensinas ao corpo
    a paciência o amor o abandono das palavras
    o silêncio
    e a difícil arte da melancolia

    Al Berto, O Medo.

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  3. Muito obrigada. Gosto muito da poesia de Al Berto. Pode ser dura sim mas, é muito bela. Aqui fica uma pequenina repleta de muito sumo.

    E ao anoitecer

    e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
    deixas viver sobre a pele uma criança de lume
    e na fria lava da noite ensinas ao corpo
    a paciência o amor o abandono das palavras
    o silêncio
    e a difícil arte da melancolia

    Al Berto, O Medo.

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