O meu Blog

O Blog "Verba Volant, Scripta Manent" foi criado no âmbito de um exercício académico (Humanística Digital). Desde então, e por forma a dar alguma continuidade à experiência iniciada na blogosfera, mantém o objectivo de partilhar alguns textos pessoais (sob o habitual pseudónimo Troyka Manuel), bem como outros materiais literários de interesse pessoal.

Todos os comentários, sugestões ou críticas serão sempre bem-vindos!

Porque as palavras faladas voam... e a palavra poética, tantas vezes, fala por si... e permanece... sempre!

domingo, 27 de abril de 2014

Quando todas as probabilidades
parecem estar sepultadas,
a vida se compensa
e exuma ternos instantes de sol
junto a uma praia serena…

Mergulhamos?


(Troyka Manuel)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Abril que não conheci

Foi em Abril a Revolução,
esse Abril que eu não conheci.
Abril da Liberdade
do país em que nasci.
Hoje canto Abril esquecido
e a minha voz arrasta
uma nação que gritou “Basta!”.
Foi Abril, pode ser sempre Abril!

Cantam os cansados, os desgastados,
quem acredita e quem chora.
Abril não conheci,
mas acredito que um homem
só pode ser livre de mão dada com o outro,
e esse grito,
uníssono da nossa voz,
levantará a terra da inércia
e cantará, mais uma vez,
o verdadeiro significado da LIBERDADE.

Foi Abril, pode ser sempre Abril!
(Troyka Manuel)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Se um dia eu partir
falas de mim aos teus filhos
revives a vida que me foi dada
nos braços da liberdade de tentar

Se um dia eu partir
falas de mim por aí para não ser esquecido
revives uma sombra que correu ao sol
nas mãos de um coração que se quis dar

Se um dia eu partir
falas de mim ao mar e às estrelas
num gesto que foi meu
interrupção sentida de uma alma
que mergulhou verticalmente
onde mais ninguém ousou partir

(Troyka Manuel)


terça-feira, 15 de abril de 2014

o Ganges sagrado banha a vida
o espectro profano de outro eu
em nevoeiro ensandecido


(Troyka M.)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

escondes-te atrás dos segredos
boquiabertos
a chuva já te não toca
os meus pés não resistem
a lonjura
o teu corpo segue outro sentido

eu desisto de ti

(Troyka M.)